quinta-feira, 9 de outubro de 2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Rubem Alves in Encantar o mundo pela palavra

"Juntam-se as letras e formam se as palavras. Juntam-se palavras e formam frases. Mas as vezes, essa coisa que parece brincadeira de criança, uma coisa tão singular, tem efeitos plurais"

sábado, 22 de março de 2014

A Alegria e Pensamento.

Alegria.
Alegria é a prova dos nove.

Cura, promove, enaltece,
Junta, acolhe, contagia.
É a ponte entre a realidade e a fantasia
Entre o acaso e a  magia
Entre a criança e o belo
O espelho e o espaço
Entre o poeta e a euforia.

A leveza dos sorrisos
Os olhares com empatia
As pregas em nossa cara  
Como um sol que se irradia.

É uma musica que toca
É o clichê que se coloca
São os muros da neblina 
Que se despem sem demora.
Faz bem, não é droga, mas parece Coralína.

È a força que nos levanta,
E  nos move todo o dia.
É a oração que encanta
É uma gota de epifania

A paixão revela o seu ápice
O amor: ágape, filo, Eros ou pornô – sua essência.
O pleno sem planos,  sensação de nostalgia.

Combustível da alma,
Seu nome?
Alegria.

O Nosso Novo Gesto de Clamor!!! Não poder se opor a dor é relevar a si.


quinta-feira, 20 de março de 2014

A Serenidade (Flavio Gikovate)

A serenidade cresce à medida que nos livramos de nossas mágoas. Ela cresce também ao conseguirmos um razoável controle sobre nossas ambições.
Cada vez mais penso que a ambição desmedida tende a gerar uma conduta moral menos digna; e que essa "mistura" não combina com a serenidade!
A ambição depende da vaidade, um ingrediente da sexualidade presente em todos nós. Ela se torna desmedida quando se acopla às nossas mágoas.
A ambição comedida (própria dos que têm menos ressentimentos guardados) é estimulante e construtiva. A desmedida é fonte de forte ansiedade.

Os que têm uma ambição desmedida (em geral, ressentidos) desconhecem a serenidade: estão em constante disputa; jamais se dão por satisfeitos.

A serenidade não corresponde a um estado de alma que nossa cultura valoriza: está em oposição à competição, essa sim tida como muito legal.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Não há tempo consumido nem tempo a economizar.


O tempo passa ? Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.
O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.
Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.
O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.
São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer a toda hora.
E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama escutou
o apelo da eternidade.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Desatino.

"Mais tarde eu saberia que certas experiências se partilham - até mesmo sem palavras – só com gente da mesma raça. O que não significa nem cor, nem formato de olho, nem tipo de cabelo, mas o indefinível parentesco da alma."

Lya Luft

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

A Mística dos Retornos.

“Estou vivendo a mística dos retornos. Adentrei os labirintos do tempo para reacender minhas saudades. O motivo é um só: ando mais necessitado de passado do que de futuro. Enquanto o futuro imagino, o passado sabe quem eu sou. Ele é o guardião de minhas memórias. Por isso eu retorno. Para recobrar as lembranças que me confessam, para reaprender as simetrias de minha alma, para reatar o cordão de minhas origens e voltar a pisar as areias brancas da cidade que me viu nascer. Volto para reencontrar a cultura do meu povo, reassumindo com ele o compromisso de nunca me esquecer os construtores deste mosaico que me tornei. Porque depois de muito andar, depois de vasculhar estradas e destinos tantos, eu descobri que o melhor lugar do mundo sou eu mesmo. (Pe. Fábio de Melo)